Mercado Externo I Exportacoes ficam mais faceis com acao em cadeia

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A melhora do cenario economico tem levado muitas empresas de pequeno e medio porte a pensar no mercado externo. No entanto, sao poucas as que estao preparadas para dar esse passo. Apesar do crescimento do comercio eletronico, do forte intercambio entre os paises e da preocupacao do governo federal em fomentar as exportacoes, os negocios propriamente ditos estao ainda concentrados nas grandes empresas. As menores, quando conseguem avancar e porque estao organizadas em Arranjos Produtivos Locais (APLs). Dessa segunda categoria, sao poucas as que romperam as fronteiras nacionais com voo solo.

Mas antes de pensar em atender clientes distantes, a empresa precisa fazer a licao de casa: estar bem articulada tanto para executar a venda como para responder ao pos-venda, ajustar sua estrutura produtiva seguindo as certificacoes de qualidade (ISO), formar equipe de poliglotas, capacitada para o atendimento, alem de organizar um SAC eficaz. Tudo custa muito dinheiro. Sem contar que somente agora o BNDES esta aperfeicoando suas linhas de creditos para pequenos exportadores, e ainda estao em fase de testes.

Apesar das dificuldades, os APLs tem facilitado a expansao de setores integrados em cadeias. Nessa condicao, empresas que se complementam, independente do tamanho, unem-se para ganhar forca e, juntas, organizam comitivas para visitar paises vizinhos e distantes, realizam exposicoes internacionais e promovem rodadas de negocios. A alternativa tem apresentado resultados impressionantes, com custos relativamente baixos. O proprio governo federal tem incentivado a agencia de fomento a exportacao (Apex) e o BNDES a enviar agentes com essas comitivas, dando credibilidade a iniciativa e facilitando o fechamento de negocios, com linhas de financiamentos especificas.

A sugestao, portanto, aos pequenos empresarios, e ver se existe na sua regiao uma APL em que se enquadre, para integra-la. Como os custos sao rateados, as acoes tornam-se factiveis. Ha, no entanto, segmentos que avancam sozinhos e nao chegam a compor uma cadeia produtiva. Nesse caso e importante se informar com o BNDES sobre suas novas linhas de creditos para pre e pos-vendas. Os financiamentos estao mais faceis, desde que o empresario tenha um consumidor definido em outro pais e nesse pais exista um banco (que represente o cliente) em condicoes de mediar as negociacoes com o BNDES.

Antes, as negociacoes de creditos eram feitas diretamente entre o banco e as empresas envolvidas na transacao, o que gerava uma burocracia sem fim e impeditiva, pois nem sempre as partes tinham lastros suficientes para dar as garantias exigidas. Com o novo sistema, a conversa e de banco para banco. Se o banco de la banca o cliente, o de ca libera o recurso. Simples. Mesmo assim, e o tipo de mercado reservado aos empresarios que investem em capacitacao e que estao sintonizados com a dinamica do mercado internacional.

Politicas de Apoio aos APLs

Existem no Brasil 957 arranjos produtivos implantados e responsaveis pela geracao de 2,8 milhoes de empregos. O Sistema Sebrae apoia cerca de 2,2 mil projetos voltados as aglomeracoes produtivas em 40 setores no Pais, com recursos da ordem de R$ 1,8 bilhao.

Alem do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), os bancos brasileiros tambem estao de olho nas empresas dos arranjos produtivos locais. Segundo o consultor do Sebrae/SP, essa modalidade de empreendimento coletivo vem crescendo nos ultimos anos e necessitam de financiamento constante.

A Caixa Economica, por exemplo, preve direcionar R$ 1 bilhao para as empresas desses polos em 2010. Ja o Bradesco disponibilizou R$ 720 milhoes para os APLs, em 2009.

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